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» » » » Mostra Novo Cinema Indiano: de 20 de junho a 9 de julho no CCBB Brasília
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A Índia está entre os cinco maiores polos produtores e consumidores de cinema do mundo. Dados no Ministério da Informação e Difusão Indiano apontam que em 2016 foram realizados quase 2 mil filmes no país. Anualmente, as bilheterias somam em torno de US$ 2,25 bilhões. Apenas uma fração desses filmes é exibida internacionalmente. E parte dessa recente produção cinematográfica da Índia poderá ser conferida em Brasília entre 20 de junho e 9 de julho no CCBB Brasília dentro da Mostra Novo Cinema Indiano.

Realizada em janeiro de 2017 no CCBB Rio de Janeiro, a mostra foi muito bem-recebida pelo público do centro cultural carioca, com várias sessões lotadas. Em paralelo a Brasília, a mostra ocupa o CCBB São Paulo entre 14 de junho e 3 de julho.

A programação conta com 15 filmes lançados a partir de 2013, 13 deles inéditos em Brasília, com foco no “Novo Cinema” indiano, como tem sido chamado o estilo praticado nos longas-metragens produzidos por jovens realizadores que buscam narrativas e temáticas menos convencionais dentro da cinematografia do país. São filmes ao mesmo tempo reflexivos e de apelo popular, que transitam entre os festivais internacionais de cinema de autor e o grande público, estabelecendo um verdadeiro contraponto ao estereótipo associado à indústria de Bollywood.

Esses filmes apresentam um retrato contemporâneo da Índia, nação multifacetada de estrutura social complexa que tenta alinhar tradição e modernidade. E o cinema é um forte elemento que compõe esse espectro social e cultural, visto que os indianos consomem seus próprios filmes há décadas. O cinema indiano leva para suas salas de cinema (estimadas em 13 mil distribuídas em seu território) as histórias, desejos e aflições de seu povo, construindo um imaginário de forte influência para os padrões sociais do país.

As produções presentes na Mostra Novo Cinema Indiano foram realizadas em sete regiões da Índia, consequentemente, são filmes falados em sete de suas 18 línguas oficiais. Representados na programação estão desde longas-metragens feitos na remota região de Assam, nordeste do país, onde se fala a língua Bodo, até filmes dos estados de Tamil Nadu e Kerala, na região sul, a responsável por 50% da produção de filmes indianos.

Entre os destaques da mostra estão filmes como Margarita com um canudo, da diretora Shonali Bose, que trata de questões de gênero, acessibilidade e inclusão social, temáticas recentes e impactante para o contexto indiano; Navio de Teseu, dirigido por Anand Gandhi, que explora temas de identidade, justiça e morte; Projecionista, de Kaushik Ganguly, que traz a história de um homem e sua luta pela sobrevivência de um cinema de rua voltado para exibição de filmes em película; O ovo do corvo, assinado por M. Manikandan, que narra as aventuras de dois meninos que sonham em conseguir dinheiro para comprar uma pizza (premiado como Melhor Filme Infantil e Melhor Ator no Indian National Awards); e Armadilha, com direção de Jayraj, uma adaptação de texto de Anton Chekhov que mostra o protagonista recomeçando sua vida após a morte dos pais (vencedor do Urso de Cristal em Berlim 2016).

Em 20 de junho, a sessão de abertura da mostra (com o filme Armadilha), será antecedida, a partir das 19h30, de um concerto de música clássica indiana Hindustani, com o duo Shabda Rasa, de São Paulo, formado por Julio Falavigna (Gopala) e Toti Lima (Ganapati), interpretes, respectivamente, de tabla e sitar. E no dia 21 de junho, às 17h, celebrando o Dia Internacional do Yoga, será realizada um “aulão” de yoga no jardim do CCBB, aberto ao público e conduzido por diversos instrutores do Distrito Federal. A atividade será seguida de meditação ao pôr do sol acompanhada de canto Drupad, um canto milenar da Índia, pelo português Ricardo Passos, e, logo depois, de mais um concerto de música clássica indiana Hindustani com o duo Shabda Rasa. No mesmo dia, às 20h, o público poderá assistir ao documentário Sopro dos deuses, sobre o surgimento do yoga. Em 7 de julho, o cineasta e músico André Luiz Oliveira (sitar) e o percussionista Marcelo Das (tabla) apresentarão um concerto de música clássica indiana Hindustani.

Em 1º de julho, um grupo de dançarinas da Escola Natyalaya, de São Paulo, mostrará uma performance, dentro do cinema, de dança clássica estilo Barathanatyam, tradicional do sul da Índia. Dia 2 de julho, o Grupo​ Bollywood – também da Escola Natyalaya, a principal referência no Brasil para dança indiana – executará coreografias folclóricas no foyer do cinema.

O cinema autoral e o cinema comercial da Índia serão tema de debate, em 29 de junho, com a participação de estudiosos da sétima arte, o jornalista Ulisses de Freitas e o professor de Comunicação Pablo Gonçalo. Em 6 de julho, o papel da mulher indiana na realização cinematográfica e como representação nos filmes será debatido pela jornalista Yale Gontijo e pela pesquisadora Marina Costin.

A curadoria da mostra é assinada em parceria pela brasileira Carina Bini e pelo indiano Shankar Mohan. Desde 1997, Carina passa temporadas na Índia estudando o cinema e a cultura do país. Diretora geral do Festival Internacional Cinema e Transcendência, ela produziu mostras como a BHAVA: Universo do Cinema Indiano (CCBB Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo - 2011 e 2012), maior mostra de cinema indiano já realizada no Brasil, e a Mostra Cem Anos do Cinema Indiano (2014), para o Museu Correios Brasília.

Sobre a seleção de filmes, Carina comenta: “Quando observamos o cinema indiano indo além de Bollywood, percebemos a diversidade de histórias e a pluralidade de maneiras como elas são contadas, vindas das várias Índias que existem naquele subcontinente tão rico culturalmente”.

Formado em cinema, Shankar Mohan trabalhou na área por quase 40 anos. Recentemente, aposentou-se como Chefe e Diretor do Departamento de Cinema do Governo da Índia. Antes disso, dirigiu o Festival Internacional de Cinema da Índia, em Goa (festival de cinema oficial do país) e foi diretor do Instituto Satyajit Ray Film & TV, em Calcutá. Atualmente, ele ensina, escreve e discursa sobre cinema, além de viajar para outros festivais internacionais. 

A Mostra Novo Cinema Indiano é uma produção da Atma Filmes. Patrocínio: Banco do Brasil. Realização: Governo Federal e Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO
MOSTRA NOVO CINEMA INDIANO
Cinema do CCBB Brasília (SCES Trecho 2)
De 20 de junho a 9 de julho (com exceção de 23 de junho e 5 de julho), de terça a domingo, com sessões a partir das 15h
Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Ingressos para o cinema são vendidos apenas na bilheteria, no dia da sessão. Horário de funcionamento da bilheteria do CCBB: de terça a domingo, das 13h às 21h. Informações: (61) 3108-7600).

BRASÍLIA POP
brasiliapop@brasiliapop.com
Foto: Divulgação

Sobre Elijonas Maia

Elijonas Maia, 23 anos, é fundador e diretor-geral do Brasília Pop. Começou na internet em 2008, escrevendo para sites especializados na área de TV. Colaborou com o extinto TV Audiência e foi colunista semanal. Escreveu para a revista E-teen até criar o blog Pecevejo, de Variedades, ultrapassando 1 milhão de visitas em menos de um ano. Foi eleito pelo canal pago Multishow uma das 500 pessoas mais influentes do Twitter. Fora do mundo virtual, o jornalista já trabalhou no Jornal Satélite, Revista Freedom, Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Correio Brazilliense, TV Record Brasília e atualmente é repórter do Diário do Poder.
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