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"César deve morrer"
Em 17, 19, 20 e 21 de março, às 19h, tem início, no Museu Nacional da República, mais uma edição do CineCAL no Museu. Uma parceria entre a Casa da Cultura da América Latina da UnB, Programa de Ensino Tutorial do Curso de Direito da  UnB, programa Cinema no Museu e a Escola Lacaniana de Brasília, o projeto vai contemplar filmes que contam com uma temática bastante conflituosa, que perpassa todos os países latinos: as invisibilidades e as máscaras do sistema carcerário.

"O que há por trás das grades e das estatísticas?", "Quem são essas pessoas estigmatizadas pelo crime?", são algumas das indagações contidas nos debates e nas produções que envolvem filmes brasileiros como Pixote e Carandiru, e têm em comum  questões pouco discutidas ou mesmo esquecidas pela sociedade como pena privativa de liberdade, preconceitos raciais, de gênero, psicotrópicos e políticas públicas.

A 17ª edição do evento que discute o tema Encarceramento e resistência: a poética do entre muros acontece de segunda a sexta-feira (com exceção da terça-feira), no Auditório 2 do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios), sob a coordenação de Antonio Carlos Maranhão. Ao tirar detrás das grades essas questões, o CineCAL  promove  o livre debate, coordenado pelo professor Alexandre Bernardino, com inúmeros especialistas, entre eles uma jovem cineasta estudante de Direito que já esteve encarcerada. Entrada franca.

Programação
Dia 17  de março (segunda-feira)
Carandiru (Brasil). Direção de Hector Babenco, 2003, 146 minutos, drama. O filme é uma superprodução baseada no livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella, onde ele narra suas experiências com a dura realidade dos presídios brasileiros em um trabalho de prevenção à AIDS,  realizado na Casa de Detenção  de São Paulo, conhecida como Carandiru por estar localizada em bairro de mesmo nome. Classificação 18 anos

Dia 19 de março (quarta-feira)
Leonera (Argentina/Coréia do Sul/Brasil). Direção de Pablo Trapero, 2008, 113 minutos. O diretor conhecido dos brasileiros por Família rodante e O outro lado da lei,  conta a história de uma garota de classe média, presa por um assassinato,  que  se  apoia  no  seu  filho  recém-nascido  na  cadeia  para  conseguir sobreviver dentro da prisão – a leoneira, a jaula das leoas. O filme conta com a participação do ator  Rodrigo Santoro. Classificação 18 anos

Dia 20 de março (quinta-feira)
César deve morrer (Itália). Dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, 2012, 76 minutos. A peça teatral "Júlio César", de William Shakespeare, é encenada por um grupo de prisioneiros da prisão de segurança máxima Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo que funciona como registro documental, a ficção é trabalhada pelos diretores por trás da trama original. Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012.

Dia 21 de março (sexta-feira)
Pixote, a lei do mais fraco (Brasil). Direção de Hector Babenco,  1981, 127 minutos, drama. O diretor construiu um dos mais cruéis retratos da realidade nas ruas de São Paulo, onde crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com um mundo de crimes, prostituição e violência. No filme acompanhamos Pixote, um garoto de 10 anos  que vive um dia-a-dia cercado  de prostituição, homossexualismo, drogas e roubos.

Serviço
Mostra Encarceramento e resistência: a poética do entre muros
Dias 17, 19, 20 e 21 de março de 2014 às 19h
Local: Auditório 2 do Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios)/Brasília (DF)
Entrada franca
Mais informações: (61) 3321.5811 ou www.casadacultura.unb.br


BRASÍLIA POP
brasiliapop@brasiliapop.com
Foto: Divulgação

Sobre Elijonas Maia

Elijonas Maia, 23 anos, é fundador e diretor-geral do Brasília Pop. Começou na internet em 2008, escrevendo para sites especializados na área de TV. Colaborou com o extinto TV Audiência e foi colunista semanal. Escreveu para a revista E-teen até criar o blog Pecevejo, de Variedades, ultrapassando 1 milhão de visitas em menos de um ano. Foi eleito pelo canal pago Multishow uma das 500 pessoas mais influentes do Twitter. Fora do mundo virtual, o jornalista já trabalhou no Jornal Satélite, Revista Freedom, Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Correio Brazilliense, TV Record Brasília e atualmente é repórter do Diário do Poder.
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